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Águas Profundas
Fonte: Site da Petrobrás (www.petrobras.com.br) - 12/08/04
Foi preciso enfrentar desafios na exploração em águas profundas e em águas ultraprofundas no Brasil, pois era o único meio de alcançar níveis de produção compatíveis com as necessidades da Empresa. Assim iniciaram programas tecnológicos que permitiram a Petrobras desenvolver-se nesses campos.
Dando continuidade aos programas anteriores, o PROCAP-3000, Programa Tecnológico da Petrobras para Sistemas de Exploração em Águas Ultraprofundas em até 3.000m, surge com o objetivo de fornecer soluções tecnológicas de apoio à produção e a redução dos custos de produção. Coordenador do Procap: PhD Jacques Braile Salies Email: salies@petrobras.com.br A Importância da Produção em Águas Profundas para a Petrobras No final de 2002, a Petrobras provou que as reservas de petróleo e gás chegavam a 11.01 bilhões de barris de óleo equivalente, de acordo com a metodologia SPE. É importante mencionar que 46.0% do total estão localizados em profundidade de água de 400 a 1.000 m e 29.9% em profundidade de água com mais de 1.000 m, ou seja, mais de 75% de todas as reservas se encontram em águas profundas e ultra-profundas. Refletindo essa distribuição, nossa produção em águas profundas e ultraprofundas tem aumentado sistematicamente de 1.7%, em 1987, até mais de 66%, em 2002, da produção média anual, conforme mostrado na Figura 1. Em 14 de março de 2003, a produção de óleo diária doméstica mais alta da Petrobras foi de 1.640.509 bopd (figura 2), sendo 64% também de águas profundas e ultraprofundas. Essas cifras colocam a Petrobras como maior produtora em águas profundas do mundo. A empresa planeja alcançar uma produção de 1,9-milhão de bopd em 2006, com cerca de 70% provenientes de águas profundas e ultraprofundas.5 Além disso, é provável que a maioria das novas descobertas estarão localizadas em águas ultraprofundas. A Petrobras tem cerca de 65% da área de seus blocos exploratórios offshore em profundidades de água de mais de 400 m. Em conseqüência, nos últimos anos, a empresa tem aumentado suas atividades de perfuração exploratória em águas cada vez mais profundas.
A evolução da Exploração da Bacia de Campos As atividades de exploração na Bacia podem ser divididas em 4 fases separadas por importantes eventos exploratórios. O primeiro começou em 1968, com levantamentos de reconhecimento gravimétricos e sísmicos e continuou até 1974, resultando em 13 poços pioneiros perfurados e aproximadamente 12.000 km de sísmica 2-D. Esta fase foi caracterizada pelo uso modesto da sísmica 2-D com a tecnologia disponível na época e processamento convencional extremamente básico. As primeiras descobertas e a confirmação dos primeiros modelos de exploração levaram ao reconhecimento do alto potencial petrolífero da Bacia. Assim, em 1974, uma segunda fase exploratória começou seguindo a primeira descoberta. As atividades exploratórias incluíram a perfuração de 434 poços (dos quais 345 exploratórios), um aumento substancial nas atividades de levantamento sísmico com produção de imagens em 3D e, após 1978, os primeiros levantamentos sísmicos com produção de imagens em 3D já feitos no Brasil. O resultado dessa s fase foi 27 novos campos e acumulações descobertos. Um modelo inicial bem estabelecido de acumulação influenciou o sucesso da exploração após as primeiras descobertas. O emprego sistemático da sísmica 3-D em conjunto com a alta qualidade dos dados sísmicos representou um avanço importante na Bacia, otimizando as fases de exploração e desenvolvimento ao reduzir de forma substancial os custos e riscos. A terceira fase exploratória foi iniciada pouco após a descoberta dos gigantescos campos em águas profundas de Albacora (em 1984) e Marlim (1985), com ênfase na sísmica 3-D. Esta fase, que se estendeu até o final da década de 80, se caracterizou pelo aumento substancial da aquisição sísmica com utilização de imagens em 3D empregando navios multifonte e multicorrente, incluindo software específico de aquisição que minimizou os custos e proporcionou melhor cobertura subsuperfície. A interpretação sísmica exploratória otimizou a avaliação dos campos e estudo dos reservatórios. Aproximadamente 20 novos campos e acumulações foram descobertos nesta fase e as principais descobertas foram os campos de Albacora Leste, Marlim Sul, Marimbá e Malhado. Com a descoberta do gigantesco campo de águas profundas de Barracuda, uma quarta fase exploratória se iniciou. As descobertas da terceira fase levaram à quarta fase, caracterizada pelo uso da sísmica 3-D para guiar a exploração de áreas ainda não perfuradas. Essa campanha abriu novas fronteiras e reduziu de forma substancial os custos de descoberta e delimitação na Bacia de Campos. A introdução da pre-stack de migração em profundidade e o processamento de alta resolução orientado ao objetivo permitiram a interpretação exploratória de alto ajuste. Importantes avanços tecnológicos, como o posicionamento por GPS e o processamento a bordo ajudaram a reduzir o tempo de aquisição e processamento das imagens em 3D. Vários campos e acumulações foram descobertos e as principais descobertas foram os de Barracuda, Caratinga, Bijupirá, Marlim Leste, Espadarte, Guarajuba, Roncador, Jubarte e Cachalote. Evolução da produção na Bacia de Campos Embora a primeira descoberta comercial, o Campo de Garoupa, tenha sido feita em 1974, a produção só começou realmente em agosto de 1977, no Campo de Enchova - na realidade o segundo campo a ser descoberto, também em 120m de profundidade de água. Um novo conceito foi introduzido, batizado de Sistema de Produção Inicial, ou EPS (do inglês, Early Production System).
A Experiência da Petrobras com Sistemas Flutuantes de Produção É importante mencionar a quantidade de equipamentos já instalados nas Bacias de Santos e de Campos. Temos 467 árvores submarinas já instaladas no leito marinho, 56 manifolds submarinos, mais de 5.800 km de tubulações flexíveis e rígidas colocadas junto com umbilicais e 24 Unidades Flutuantes de Produção em operação. Estas cifras demonstram a experiência acumulada pela Petrobras em sua trajetória de 25 anos na operação de Sistemas Flutuantes de Produção.
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